Jagged little pills

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  •  Outro dia vi um post sendo compartilhado por páginas de humor (duvidoso) zoando um pai que comemorou a menarca da filha na internet. Muita gente dizendo que era desnecessário, muita gente sendo babaca e ofendendo, muita gente que nem perguntou porque ele fez isso e se a menina se importou negativamente com o ato. A minha grande (e velha) questão é: qual o problema em falar sobre MENSTRUAÇÃO??? Sério … Não consigo entender porque as pessoas se incomodam TANTO com as coisas mais naturais e comuns do mundo como espirrar, peidar, cagar, mijar, arrotar, ejacular, gozar … menstruar (sem eufemismo mesmo).
  • Ainda não tinha escrito aqui no blog sobre a gatinha que adotei. Seu nome é Diana.

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Ter ela como companhia tem sido um aprendizado diário. A começar porque de todos os poucos animais que fizeram parte da minha vida de forma direta, estes foram cães e peixes (que não interagem muito). Bom, minha irmã tem dois gatos, mas ela vive em São Paulo e quase não os vejo. Minha família sempre teve um bocado de preconceito sobre gatos, e isso não me ajudou a chegar muito perto deles. Ou seja: estou cada dia mais procurando ajudar no que posso os animais, mas conhecimentos sobre gatos eram iguais a 0. Até que eu decidi que tava na hora de ir morar sozinha, e quando esse dia chegasse eu resolvi adotar um animalzinho: para dar abrigo e carinho a um ser que foi abandonado e para ter companhia. Como cães necessitam de mais espaço e precisam ir na rua, e eu não teria tempo para isso, a Elisa (minha irmã) sugeriu que eu adotasse logo dois, para um fazer companhia ao outro e eu fazer minha vida na Matrix (vulgo trabalho, yoga, dança, terapia, amigos, etc, etc) com mais tranquilidade. Daí tava decidido: adotaria dois gatos (da Suipa) assim que me mudasse. Mas é claro que, como muitas coisas na minha vida, tudo percorreu um caminho diferente. Um casal de amigos descobriu uma gatinha no quintal de um deles ainda no início de junho. Os pais não permitiram que ele ficasse com a gata, e começamos a procurar um lar. Foi aí que inventei de falar: “se alguém pudesse ficar com ela durante 4 meses até eu me mudar, adotava numa boa”. Resumindo: até arrumamos um lar temporário, mas me apeguei tanto a criatura, que por causa de uma adaptação fail com a nossa cachorrinha, vim passar uns tempos com meu pai. Tem sido bom pelo seguinte motivo: preciso passar muito tempo fora de casa, especialmente por causa do trabalho e porque o trabalho fica longe pra kct* daqui, então a Diana está aprendendo a ficar sozinha logo (meu pai não fica muito tempo em casa e ele só faz um carinho e leva para tomar sol) e não sei quando vou poder adotar outro. E todas essas mudanças na minha vida têm sido tão estressantes (porque tem que ser mesmo, senão a pedra no caminho vira muralha) que estava chegando em casa pra baixo. Reparei que a gata parou de brincar e dormia demais. Fiquei preocupada. Tentava brincar, e nada. Até que ontem, cheguei em casa depois de um dia ótimo no trabalho e depois de ter recebido uma notícia muito boa. Cheguei com um humor tão bom, que consegui contagiar a Diana. E lembrei: “claro!!! os animais de estimação percebem as energias ambientais melhor que a gente!”. Aí descobri a chave: agora tem um ser vivo que depende absolutamente de mim e até mesmo sua saúde mental espera um atitude minha; ficando bem, consigo que a gatinha também fique. Como não quero ser responsável pela apatia de um animal ainda tão novo, PRECISO ficar bem. Hoje ela brincou de novo: correu como não fazia há dias. Isso me ajuda a entender que agora é por nós duas que tenho que correr atrás de ser feliz.

  • Essa semana “participei” involuntariamente do seguinte diálogo:

– Vó: “Lúcia (minha mãe), com quantos anos você casou?”

– Lúcia: “Com 27 anos”.

– Vó: “Elisa (minha irmã), com quantos anos você casou?”

– Elisa: “Com 26 anos”.

– Vó: “Ih, então a Mariana (sim, eu) tá atrasada”. XD

Eu jamais vou desrespeitar uma senhora de 86 anos (que também é minha avó e madrinha) por causa de uma opinião oriunda de sua criação patriarcal do início do século XX. Mas incomodou. Incomodou porque tenho aprendido cada dia mais com o feminismo, mas ainda preciso lidar com isso na minha própria família. =/

  • “Jagged little pill” é, para quem não conhece, um álbum da cantora canadense Alanis Morissette (<3). Ultimamente, como podem perceber neste post, tem coisas demais difíceis de engolir. Converso muito comigo mesma (e me dou broncas) sobre isso: até que ponto preciso me entregar por completo ao manifesto e em que ponto preciso engolir sapos, já que o mundo de contos de fada foi pro saco ad infinitum? Na verdade, gosto de flutuar entre os dois extremos. Isso ajuda a chegar num equilíbrio. Coisa que me faltou em alguns relacionamentos. Vivendo e aprendendo … fazer o quê?!
  • Navegando na internet, uma amiga compartilhou esse ótimo blog, o “A maior digressão do mundo“. O post do dia 17 de julho veio com uma lista de textos em outros blogs, especialmente sobre o empoderamento feminino. Acabei lendo esse aqui logo de cara: Pelo direito de envelhecer, e é de uma mulher de 33 anos, que há dois decidiu assumir os cabelos brancos. Claro que me identifiquei e recomendo, muitíssimo. A autora do blog “A Maior (…)” também sugeriu outra lista só com mulheres no rock. Por isso, fecho esse post (meio mau humorado) com “Ovelha Negra”, de Rita Lee:
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