Arquivo mensal: agosto 2014

Efemeridade de ser

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Faltam 1 ano e 4 meses para eu chegar aos 30. Sei que não sou a única, mas acredito estar no grupo das minorias que, ao contrário de estar com medo, estou é ansiosa para esse dia chegar logo. Eu que sempre fui taxada como certinha e responsável, no fundo sabia que era apenas uma criança e “sofria” por me cobrarem ações e pensamentos que eu ainda não estava pronta. A timidez … ahh a timidez. Essa atrapalhou mais ainda. Mas eu sobrevivi. Foi muita luta interna pra conseguir fugir dos rótulos.

Mas ao mesmo tempo em que eu era uma criança, eu queria crescer de fato. Mas do meu jeito. Que é único, só meu. E pra achar a Mariana foi foda. Foda porque tracei mil planos, esbocei várias personalidades e nunca ficava satisfeita.

Aí eu fiz 28 anos. E foi quando decidi que tava na hora de me dar um tapa na cara pra acordar e assumir.

Eu me pego rindo todos os dias de mim mesma. Cada coisa que eu tenho feito, que antes eu não fazia. Cada coisa que eu sinto o maior prazer em fazer. Me pego rindo e pensando: “porra, porque eu me escondi tanto tempo??”. Estou ouvindo músicas e desejando coisas que há 1 ano atrás jamais imaginei que iria fazer. Ou que negava, que dizia detestar. Dar-se um tapa na cara é bom.

Preciso, é claro, agradecer a algumas pessoas que passaram em minha vida e de certa forma ajudaram a formular isso, mesmo que indiretamente.

Mas a todos, nesse post curtinho, só preciso dizer: se resgatem!

Listando

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Eu faço (ou tento) blogs há uns 11 ou 12 anos e sempre quis fazer listinhas. Porque? Porque é legal! Mas eu sempre tava ocupada rosnando e resmungando. Então, pra comemorar minha fase (bem) mais leve, resolvi fazer uma listinha do que tenho ouvido ultimamente para compartilhar com vocês!

1. World of Omnia – Saltatio Vita (Pagan Folk / um dos meus sonhos é ir num show deles … uma pena que não façam tour na América Latina).

2. Estas Tonne – The Song of the Golden Dragon (Universal Music / Folk – conheci esse cara através da Bela Vrask – me apaixonei mais pelo som do violão).

3. Bassnectar – Timestretch (Dubstep / essa foi a música de uma coreografia que a professora Raphaella De La Fuente criou e levou para um workshop de tribal fusion em Abril, na Escola de Artes Orientais Asmahan – onde estou até hoje).

4. Light in Babylon – Hinech Yafa (eu não sei dizer em que gênero musical encaixaria eles, mas é um grupo musical turco, com composições de etnias e culturas variadas, especialmente as sefarditas – judeus da península ibérica / fiz questão de comprar o último álbum).

5. Beats Antique – Tabla Toy (é uma banda que faz um mix musical e performático – um dos integrantes é a bailarina de tribal fusion Zoe Jakes – e por favor, não confundam o visual dela com o gótico).

Bjs! 😉

Tomando posse

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Passei exatamente 1 semana doente: primeiro veio uma gripe forte na sexta e depois, na sexta seguinte, enjoo e uma forte dor estomacal, provavelmente por causa da comilança da festa julina na escola embaixo do sol. Na primeira vez pude faltar o trabalho. Na segunda não deu pra escapar, mesmo que além das dores ainda estivesse com coriza, muco, tosse, etc, etc … E no tal dia, fui pra terapia. A terapeuta, depois de ouvir mais um desabafo, sugeriu: será que esse monte de mal estar não tem a ver com o seu emocional? o_O

Mas é claro que tem! Como sempre teve!! Sempre piorei das crises de rinite diante do estresse. Sempre tive problemas gastrointestinais diante da ansiedade.

Diante do “diagnóstico”, a receita: relaxar e pensar em mim mesma e nas coisas que gosto de fazer. E arte! Voltar para a arte!

Então acordei no sábado, disposta a fazer tudo isso. Não foi muito fácil esquecer todo o estresse que eu venho passando (quando isso vai acabar hein?!), mas me esforcei. Me segurei para não pensar muito em trabalho (devendo planejamento bimestral) e outras coisinhas mais. Procrastinei demais, e vi uns dois filmes: “Not Another Teen Movie” (me julguem!) e “The Mortal Instruments: City of Bones” (que é tão ruim que vai merecer um post-crítica só sobre ele, aproveitando pra lançar um tipo de post que não costumo fazer). Diana pedindo muito carinho, mas tadinha … minha filha-felina ficou meio de lado porque eu PRECISAVA me resgatar. Fui dormir, com uma sensação nada boa de que faltava algo.

E aí chegou o domingo.

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Normalmente odeio domingos. Mas por causa de uma troca de lençol na janela do quarto (estou na casa do meu pai, e ele não colocou cortinas ainda) para um mais fino, por volta das 6h30 já estava acordando com a claridade. Às 7h30 meu pai ligou pedindo para abrir uma porta trancada. Não consegui dormir mais. Esperei o suficiente para estar só de novo, quando ele saísse para a praia, e levantei. Os sintomas da “gripe” tinham diminuído 90%. As dores estomacais sumiram e com ela a fome. Tomei um bom café da manhã, arrumei o que tinha que arrumar na casa, ajeitei as coisas da Diana e fui para a varanda tomar sol e fazer o que eu estava devendo: arte. Lá tem uma orquídea novinha, linda de se desenhar. Mas eu estava com o celular na mão. E resolvi fotografar um ninho de passarinho na samambaia. E dali pulei pra fotografar a Diana (de novo, vira vício … adote um bicho e entenderá). Gostei tanto do resultado que lembrei de uma fala da Flávia (a terapeuta): do que você gosta? Desenho, pintura, fotografia …? Putz, faz um tempo que morro de vontade de investir em uma câmera semi-pro. Eu nem acho que tenho um p* olho pra fotografia, mas eu gosto. E uma câmera minimamente decente me ajudaria bastante. Mas eu não tenho ainda … foi na câmera do celular mesmo (só pra constar, um Moto G … a câmera principal às vezes dá pro gasto).

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Mas percebi que me vi fotografando as mesmas coisas de sempre, na varanda. Na torre. No enclausuramento. Senti um ímpeto gigante de sair correndo e fotografar outras coisas. Olhei para o céu azul como não olhava há muito tempo e lembrei o quanto estou perto da praia. E aí troquei de roupa, dei um beijo na filha-felina e saí.

E caminhando lembrei que não fazia isso há um bom tempo. Há longos anos não ia à praia com tamanho prazer. Eu “parei de gostar” de praia quando tinha uns 16 anos mais ou menos. Entrei numa fase nova e a praia foi esquecida. Porque achava que não cabia. Quando ia à praia e mais tarde quando vinha até o bairro do Recreio dos Bandeirantes, era pra agradar e visitar meu pai e minha irmã. Eu achava que não gostava mais. Ilusão. Voltas e voltas na vida, ainda vinha por vários motivos, menos o mais antigo e primitivo.

Agora estou aqui de novo, por necessidade. E percorrendo sozinha o caminho até a praia, reparei em algo. Caramba … isso aqui é meu! Há 29 anos isso tudo aqui é meu! É minha herança. Frequento este lugar desde quando ainda estava no ventre de minha mãe. Porque eu me afastei?

Bom, aqui estão as fotos do resgate. Já tirei fotos parecidas há pouco tempo, mas nenhuma delas tem o poder e emoção que as de hoje têm. Também tem as fotos do caminho de volta e da decisão de não esquecer de mim além da praia. Espero que gostem. 🙂

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Para fechar, recomendado pela amiga Graciele e que tem tudo a ver com meu caminho:

Noite sem Lua, Mestre Toni Vargas